8 de jul de 2009

BULE ESMALTADO


Nos meus mais de 50 anos de pintura visitei vários ateliers, ou oficinas de pintura, onde um bule de café era usado para guardar pincéis. Alguns eram comuns, comprados nas lojas; e outros, dependendo da sorte, eram bules antigos, alguns até peças de antiquários.

Lembro que toda a vida usei um, verde, pequenas flores em ramos o enfeitavam, e mostrava uns lascados, produtos de muitos anos de vida e alguns acidentes de percurso.
A tampa do bule permanecia aberta e que era onde normalmente se encontrava a caixa de fósforos para o cigarro e outros "acendimentos".

Tenho agora esse bule meio rosado aí, um pouco "fresco" demais, sofrido e desgastado pelo tempo ou pelos maus-tratos de antigos donos. Hoje, aposentado, mora num armário da sala com alguns tristes santos barrocos. À propósito, dizia um gato aqui de casa, o Mijon, sempre freguês do sofá da sala, que esses santos de noite se movimentavam, andavam de um lado para outro, formavam roda de conversa e pareciam se divertir.

As pessoas que não acreditarem na capacidade do tristemente falecido Mijon me relatar os acontecimentos, perguntem ao poeta maior Celso Japiassú. Ele tem uma gata que fala e, além disso, discrimina. Não aceita a presença de algumas pessoas e fica emburrada.

Perguntem!

2 comentários:

Celso Japiassu disse...

Confirmo o que diz o Mestre Silva Costa, pois me lembro do Mijon e suas peraltices. Quanto à gata Belinha, não gosto de contar porque poucos acreditam: ensinada por Brigitte, ela fala. Orgulhosa e altiva, se dá com poucas pessoas.

Brigitte Stida disse...

Pois é, Belinha fala mesmo.
Durante todo o dia, quando estou em casa, me cerca pedindo "papá"(comida).O incrível é que ainda acentua no final a palavra oxítona. Ela é muito especial...Vou fazer um vídeo, e exibí-lo para os que não acreditam, que, certamente, não é o seu caso, querido Silva Costa! Bj, Brigitte

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SILVA COSTA - Pintor, nascido em São Paulo, Brasil, em 1927. Morou e estudou no Rio de Janeiro até 1949 quando viajou para os EEUU. Estudou desenho e pintura no Institute of Mechanics and Tradesmen em Nova Iorque, mudando-se em 1950 para a California, Carmel-by-The-Sea onde trabalhou e estudou desenho e pintura. Trabalhou na Army Language School na vizinha cidade de Monterey e estudou técnicas do retrato com Warshowski. Em 1955 viajou para a Europa onde estudou, na Academie de La Grande Chaumiere, em Paris por alguns meses.